Curitiba, 26 de junho de 2022

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E.M. Anísio Teixeira - EIEF

Entrevista no Museu de Arte Indígena

No dia vinte e nove de novembro, os jornalistas mirins da escola municipal Anísio Teixeira tiveram a chance de visitar o Museu de Arte indígena para fazer uma entrevista com a criadora do museu. Confiram:

Nome: Juliana Podolan Martins

Profissão: Arquiteta

1. Como surgiu seu interesse pela cultura indígena?

Surgiu quando eu fui fazer turismo no Mato Grosso do Sul e uma amiga que era artista me convidou para visitar uma aldeia. Eu não sabia que existiam índios que viviam em aldeias, e nem que ainda existiam índios. Eu fui então até a aldeia e lá comprei o primeiro vaso. Como cidadã brasileira eu me senti muito mal porque eu não conhecia nada desta cultura tão linda. Então eu comecei a pesquisar, fui me apaixonando pelo tema, todo ano fazia uma viagem e fui formando esta coleção.

2. Você foi bem recebida em todas as tribos que visitou?

Sim, fui muito bem recebida em todas as tribos. Eles são muito respeitosos, e também é preciso respeitar o limite deles. Teve lugares que eu fui e eles falaram que eu poderia entrar, mas não tirar fotos. Com eles não vale aquela ideia do jeitinho, então se eles falaram que não pode fotografar, você  deve respeitar.

3. Por qual você tem mais carinho?

É difícil eu tenho carinho por todas, mas gostei muito de estar com a Sateré  Mawé no Amazonas.

4. Você acha a FUNAI tem protegido os indígenas?

Olha é muito difícil falar sobre isto, porque a FUNAI foi criada para proteger os indígenas e apesar de todas as dificuldades (falta de políticas sérias em relação a isso), eu penso que ela ainda cumprem seu papel de proteger os indígenas de alguma forma. Os índios dizem não se sentir protegidos pela FUNAI.

5. Como surgiu a ideia de um museu de arte indígena em Curitiba?

Ao longo destes vinte anos (de viagens, pesquisa e coleção),eu fui guardando todas estas peças na minha casa e foi chegando um momento que eu comecei a me sentir muito mal, por ter aquilo só pra mim, minha família e amigos. Eu acredito que a cultura só faz sentido se ela for democratizada, se for para todos, então a partir daí eu comecei a imaginar que esta coleção deveria sair da minha casa e ir para um espaço como um museu, para dar a oportunidade a outras pessoas. Como vocês que estão aqui hoje.

6. Qual peça da coleção você acha mais interessante?

Olha tem muitos, alguns bem curiosos! Tem cocares lindíssimos e é difícil escolher um mais interessante, todos são!

A Juliana  parabenizou a equipe dos jornalistas, que gostaram muito da visita.

Autor: Ruan Henrique Lima Prado
Idade: 15 anos
Postado em: 30/11/2016
Fonte: Escola Municipal Anísio Teixeira

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1 comentário(s)

 

Enzo 13- enviado em 30/11/2016

Eu amei esse passeio. Foi Muito legal

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